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Prêmio Ruy Barata reconhece contribuições à cultura


Aquarela por Luis Furtado

Nesta sexta-feira, 26 de maio, o Teatro do Sesi recebe, às 20h, a cerimônia do Prêmio Cultural Ruy Barata. A noite promove um encontro de gerações para celebrar o poeta e reconhecer talentos e grandes contribuições à cultura de um país chamado Pará. A iniciativa é da Associação de Arte, Cultura e Memória Ruy Barata, com realização da UFPA, PROEX, ICA, FAV, Curso de Multimídia e Fadesp.


O Prêmio cultural Ruy Barata reconhece e homenageia personalidades que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento da cultura e da arte na região. A noite vai contar com participações especiais de Fafá de Belém, Elói Iglesias, Alba Mariah, Mahrco Monteiro, Andréa Pinheiro, Olivar Barreto, Juliana Sinimbú e Trio Warilow e, ainda, como homenageados, Dona Onete, Pinduca e Arraial do Pavulagem.


Ao homenagear personalidades que foram contemporâneas, vieram antes ou depois de Ruy Barata, o prêmio reconhece que a cultura e a arte são um trabalho coletivo e contínuo, que se desenvolve ao longo do tempo e com a participação de muitas pessoas.


A premiação, idealizada e produzida pela associação, também foi desenvolvida na Universidade Federal do Pará, como atividade de pesquisa de extensão da Faculdade de Artes Visuais, pela professora Isis Molinari, a partir da Fadesp e Proex, a Pró-Reitoria de Extensão da UFPA.


“A gente vem trabalhando desde 2020 mais ou menos, junto com os alunos da Faculdade de Artes Visuais, que trabalharam as poesias de Ruy Barata. Fizemos uma imersão sobre os textos dele, realizamos saraus, trouxemos palestrantes para falarem sobre as poesias, como uma amiga de Ruy, a professora Amarílis Tupiassú. Foram meses de uma imersão que depois resultou em aquarelas”, conta Isis que também organizou com os alunos uma exposição desse resultado.

Foram centenas de aquarelas desenvolvidas a partir das poesias do Ruy. “Eles escolheram as poesias e no momento de reflexão sobre os textos, de emoção, eles produziram as aquarelas. As obras ficaram belíssimas, fizemos exposição na FAV. Foi basicamente um trabalho em que a gente levou Ruy Barata para dentro da universidade e para refletir acerca de seu pensamento, que é um pensamento crítico e ao mesmo tempo sensível”, diz a professora.


Já a premiação em si, é um incentivo a produção cultural e artística na região. As escolhas dos nomes homenageados foram feitas a partir da Associação de Arte Cultura e Memória Ruy Barata, que existe há 5 anos e vem, desde 2020, revendo a história do poeta”, diz Tito Barata. “Essa premiação é uma forma de celebrar as conquistas desses artistas e intelectuais e valorizar seu trabalho e legado”, continua.


A ideia do prêmio, segundo ele, foi do jornalista Euclides Farias, um pouco antes dele morrer, em 2018. Seria uma das ações previstas para 2020, quando se dariam as comemorações do centenário do poeta, adiadas por causa da pandemia. “O Euclides ia completar 60 anos. Era um jornalista de primeira, com grande senso crítico. Um excelente amigo e ótimo papo. Um dia estávamos conversando - ele que tinha sido ex aluno do Ruy na cadeira de Literatura Brasileira -, quando ele deu essa ideia de homenagear as personalidades políticas, artísticas, culturais e de várias outras profissões que merecem reconhecimento, entregando a essas pessoas uma estatueta do Ruy”, conta Tito Barata, filho de Ruy e diretor geral do evento de premiação.

Sobre Ruy Barata


Ruy Paranatinga Barata nasceu em Santarém, em 25 de junho de 1920, e morreu em São Paulo, em 23 de abril de 1990, quando pesquisava sobre a passagem de Mário de Andrade pela Amazônia. Homem de múltiplas atividades (advogado, cartorário, jornalista, poeta, professor e político), Ruy Barata exerceu intensa atividade política, elegendo-se deputado estadual pelo Partido Social Progressista (1947-1954, em duas legislaturas).


Como jornalista, até 1964 dirigiu o suplemento literário de 'A Província do Pará', além de ter sido titular da cadeira de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Artes (mais tarde incorporada à Universidade Federal do Pará). Em 1964, com o golpe militar, foi preso, demitido do cartório e aposentado compulsoriamente do magistério superior.


Saindo da prisão, passou a sobreviver como advogado. Com o advento da anistia, em 1979, voltou à atividade acadêmica, sendo readmitido na Universidade Federal do Pará. Publicou 'Anjo dos Abismos' e 'A Linha Imaginária' e 'Antilogia' (organizado e revisado por Ruy Barata em 1990, mas só publicado no ano de 2000). Com seu filho Paulo André Barata compôs em parceria um vasto número de canções que se tornaram referência em todo o Estado do Pará. Não se pode falar de música paraense sem que seu nome esteja presente.


Prêmio Ruy Barata

Ficha Técnica

Estatuetas: artista plástico Toco Dias

Cerimonial: Guto Delgado e Ângela do Espírito Santo

Produção audiovisual: Amazon Filmes

Designer: José Antônio Oliveira

Gravação e locução: Silvio Junior

Assessoria de imprensa: Luciana Medeiros – Holofote Virtual

Fotografia: Dylan Moura

Apresentadores: Renata Ferreira e Ismaelino Pinto

Produção: Andréa Cavallero

Assistente de produção: Amanda Rabelo

Direção musical: Luiz Pardal e Ziza Padilha

Coordenação de projeto: Isis Molinari

Roteiro e direção geral: Tito Barata

Serviço

Prêmio Cultural Ruy Barata. Dia 26 de maio, às 20h, no Teatro do SESI. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e na bilheteria digital do SESI. Mais informações: 98297.4392.



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