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Museu de Arte de Belém – MABE será o palco de uma seleção especial da 35ª Bienal de São Paulo


Por: Deborah Anzinger

O Museu de Arte de Belém – MABE será o palco de uma seleção especial da 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível, em parceria com a Prefeitura Municipal de Belém por meio da FUMBEL – Fundação Cultural do Município de Belém. Com curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, a exposição desembarca na capital paraense, onde permanece aberta ao público de 3 de abril a 26 de maio. Ao todo, mais de dez cidades vão receber recortes pensados para cada uma delas, com Belém – a única localidade da região Norte – participando pela segunda vez consecutiva do programa de mostras itinerantes da Bienal. 



A 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível explora as complexidades e urgências do mundo contemporâneo, abordando transformações sociais, políticas e culturais. A curadoria busca tensionar os espaços entre o possível e o impossível, o visível e o invisível, o real e o imaginário, dando voz a diversas questões e perspectivas de maneira poética. A coreografia, entendida como um conjunto de movimentos centrados no corpo que desafia limites, considera diversas trajetórias e áreas de atuação, criando estratégias para enfrentar desafios institucionais e curatoriais.


As coreografias do impossível geram suas próprias relações, tempos e espaços, oferecendo uma experiência marcante aos visitantes.


Para os curadores, é crucial que a exposição alcance mais cidades, transcendendo os limites do Pavilhão da Bienal. Segundo eles, “os debates propostos pela 35ª Bienal atravessam inúmeros territórios de todo o mundo; assim, não restringir as coreografias do impossível ao Pavilhão da Bienal é de extrema importância para o trabalho realizado”.


Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, destaca a relevância não apenas de levar as coreografias do impossível para um público mais amplo, mas também de fortalecer os laços entre as instituições culturais: “Levar a Bienal para o Norte, em parceria com o Museu de Arte de Belém por meio da Prefeitura Municipal de Belém, não só fortalece as instituições culturais brasileiras, mas também é fundamental para tornar a arte e a cultura mais acessíveis a todos.


Ao derrubar barreiras geográficas, proporcionamos oportunidades para mais pessoas vivenciarem e participarem do cenário artístico contemporâneo, tornando as narrativas culturais ainda mais enriquecedoras. Essa jornada não apenas amplia a troca de experiências entre públicos e instituições, mas também contribui para construir uma sociedade mais acolhedora e culturalmente vibrante em todo o Brasil”, afirma.


Inês Silveira, presidente da Fundação Cultural de Belém, ressalta a expectativa em receber a mostra em Belém: “Como parte das celebrações do aniversário de nossa cidade, que completou 408 anos em 12 de janeiro, estamos entusiasmados em receber no Museu de Arte de Belém (Mabe), localizado no icônico Palácio Antônio Lemos, uma exposição internacional que faz parte da 35ª edição da Bienal de São Paulo. Esta oportunidade não apenas enriquece nosso cenário cultural, mas também consolida o compromisso de Belém com a promoção e difusão das artes.


Ao abrigar esse recorte da Bienal, estamos proporcionando acesso a obras de artistas nacionais e internacionais de renome, enriquecendo o diálogo entre diferentes expressões artísticas e ampliando os horizontes criativos de nossa comunidade. Além disso, ao sermos a primeira capital da região norte a receber esta exposição, estamos reafirmando o papel pioneiro de Belém no cenário cultural brasileiro. Estamos profundamente honrados em receber este evento e comprometidos em aproveitar esta oportunidade para fomentar ainda mais o desenvolvimento cultural e artístico de nossa cidade”.


Comprometida com a educação, a Fundação Bienal de São Paulo oferece diversas atividades gratuitas durante o período expositivo. Confira:


Visita mediada durante a abertura

2 de abril, terça, 18h – 20hMuseu de Arte de Belém

Encontros sobre a publicação educativa da 35ª Bienal

3 de abril, quarta, 10h – 11h30Museu de Arte de Belém


A equipe de educação da Bienal propõe conversas e partilhas sobre e com os três movimentos da publicação, reconhecendo e integrando a dimensão processual, inacabada e aberta da educação. O encontro conta com partilhas dos gestos da equipe de educação e colaborações de artistas e autoras dos títulos, atravessados pelo pensamento da poeta, dramaturga e professora Leda Maria Martins, da artista Rosana Paulino, da curadora e pesquisadora Sandra Benites e de Regina Aparecida Pereira e Cíntia Aparecida Delgado, lideranças do Quilombo Cafundó.


Encontros itinerantes da 35ª Bienal no Sesc Ver-o-Peso

4 de abril, quinta, 18h – 20hSesc Ver-o-PesoBlvd. Castilhos França, 522/523Campina, Belém, PAInscrições em https://link.bienal.org.br/encontros-belem


A Fundação Bienal de São Paulo, em parceria com o Sesc Ver-o-Peso, convida para um encontro com coreografias do impossível ensaiadas, performadas e mobilizadas nos diversos territórios em que a exposição perpassa. Uma roda de conversa sobre educação, mediação, territórios e deslocamentos, com exibição de XAR – Sueño de Obsidiana [Sonho de Obsidiana], realizado pelo artista maia Edgar Calel e pelo cineasta brasileiro Fernando Pereira Santos. Filmado no interior do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, onde ocorre a Bienal, o vídeo registra a caminhada de Calel pelo edifício, ora vestindo uma pele de onça, ora um moletom azul bordado com nomes de 22 línguas maias.


No encontro, o líder indígena e professor da UFPA, Almires Martins Machado, e as museólogas atuantes no setor de mediação e educação patrimonial em Belém, Adriele Bessa e Fernanda Jucá, ambas formadas pela UFPA.


Agendamento de visitas mediadas para grupos escolares

3 abr – 26 mai 2024

ter – dom, 9h30, 11h30 e 13h30

Museu de Arte de BelémInscrições em https://link.bienal.org.br/agendamento-belem

 

35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossívelItinerância Museu de Arte de Belém

Curadoria: Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel

3 abr – 26 mai 2024

ter – dom, 9h30 – 16h30

Museu de Arte de Belém

Palácio Antônio Lemos, Praça Dom Pedro II, s/nCidade Velha, Belém

entrada gratuita


Fonte: Site Bienal


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