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Antínoo traz a vingança como narrativa para videoclipe de Púrpura, seu novo single


Antínoo no cenário do clipe com direção de fotografia por Fernando Quintais

É com um trecho sampleado de uma fala do protagonista de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha de 1967, que Antínooabre o clipe de Púrpura, seu novo single. O personagem grita: "Eu preciso cantar!", e é a partir daí que ouvimos a percussão de samba-reggae que logo vai se misturando a pianos típicos do house music e distorções de guitarra. A música, com produção de Adriano Cintra, retrata uma relação tóxica e antecipa o novo álbum Antínoo Passa o Recado. "Púrpura é umacanção cuidadosamente composta em uma escala musical menor, com o propósito de expressar a tristeza e frustração que experimentei em um relacionamento. Além da falta de reciprocidade, havia também o agravante que era seu uso de droga, causando danos significativos a nossa relação e a minha saúde mental", revela Antínoo. Assista ao clipe aqui.


No clipe, com roteiro e direção por Antínoo, foram acrescentados elementos ficcionais para criar metáforas que possam retratar as sensações presentes na música. "É uma história intensa que, embora não tenha sido vivenciada por mim na vida real, representa o fim de um relacionamento e a necessidade de matarmos aquilo que gradativamente nos devora", comenta o artista. No vídeo, filmado no edifício Copan, em São Paulo, vemos um casal desconectado vivido por Antínoo e Lucas de Medeiros Scalco.


"Buscamos apresentar uma narrativa sombria, enriquecida por elementos decadentes, para ilustrar como muitos indivíduos conduzem suas vidas nos centros de grandes metrópoles ao redor do mundo", conta Antínoo. A direção de fotografia é assinada por Fernando Quintais. Entre as referências estão o cinema marginal de Rogério Sganzerla e a abordagem de diretores como Jean-Luc Godard e Glauber Rocha.


Uma parte da música traz frases de "Mora na Filosofia", composição de Arnaldo Passos e Monsueto Menezes popularizada na voz de Caetano Veloso. Antínoo canta "botei na balança você não pesou, botei na peneira você não passou", representando sua constatação sobre um relacionamento que não valia a pena. Com produção musical de Adriano Cintra, conhecido por seu trabalho com a banda Cansei de Ser Sexy, a faixa também passou pelas mãos de Vinicius Minhoca, musicista baiano que é líder de percussão do Ilê Aiyê, o primeiro e mais tradicional bloco afro do Brasil. "A parceria entre Adriano Cintra e Vinicius Minhoca neste projeto é uma fusão brilhante de suas respectivas expertises. Ao unirem forças, eles criam uma sinergia que combina o melhor do rock independente com a essência contagiante e pulsante do samba-reggae", diz Antínoo.



Design por Estelle Flores

A designer Estelle Flores é quem assina a arte da capa e também a direção de arte do projeto ao lado de Antínoo. "Juntos decidimos buscar inspiração em renomados artistas visuais para criar algo verdadeiramente especial. Nomes como Peter Sato, Syd Brak, Patrick Nagel, Richard Bernstein, Robert Hoppe e Jean Paul Goude serviram como fonte de referência e influência", conta o artista.


"Para a capa escolhi a cor púrpura como dominante, transmitindo uma sensação de singularidade e mistério. Além disso, a tipografia arrojada foi selecionada com o objetivo de expressar a atitude presente na música. A combinação desses elementos cria uma estética visual marcante que captura a essência do trabalho", continua.


ASSISTA AQUI


FICHA TÉCNICA


Música

Composição: Antínoo, Arnaldo Passos & Monsueto Menezes

Produção: Adriano Cintra

Baixo: Naíra Debértolis

Bateria: Caro Pisco

Guitarra: Magí Batalla

Percussão: Jonathan Franco e Vinicius Silva

Piano: Rodrigo Cunha

Backing Vocal: Letícia Soares

Mixagem e Masterização: Fernando Sobreira


Videoclipe

Roteiro e Direção: Antínoo

Direção de Fotografia, Iluminação e Edição: Fernando Quintais

Beleza: Vanessa Akemi

Ator: Lucas de Medeiros Scalco

Produção de Elenco: Rodrigo Hoffmann

Produção Executiva: KORJA


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SOBRE ANTÍNOO


Antínoo é um artista brasileiro, radicado em São Paulo. Nascido em Goiânia, Goiás, interior do Brasil, começou a escrever suas primeiras músicas ainda adolescente, influenciado por movimentos musicais brasileiros como a Bossa Nova e o Tropicalismo. Anos depois, formou-se em Estudos da Música Popular e cresceu usando a música como linguagem para expressar suas experiências e reflexões sobre o mundo e as relações humanas.


Em 2020, Antínoo lança seu primeiro trabalho autoral, o álbum "O Sol Nasceu Pra Todos", com oito faixas, um disco bastante variado, explorando diferentes gêneros, mas visando elementos da Música Popular Brasileira como base de criação. Além da estética da música brasileira como espinha dorsal do álbum, Antínoo também explorou gêneros musicais do Norte Global, como Synth-pop, New Wave e Art Rock.


O cantor e compositor lançou uma versão ao vivo do seu primeiro no Estúdio Som Livre em 2021, uma performance que trouxe novos arranjos com uma banda formada por seis mulheres.


Dotado de espírito inquieto, Antínoo em 2022 lança o Extended Play, "O Sol Nasceu Pra Todos_RAVEZITADO", com versões remix das músicas de seu álbum de estreia assinadas por renomados DJs brasileiros da cena de House e Techno - e cada faixa com videoclipe psicodélico em linguagem VR. Em 2023, além do single duplo, também divulgou as canções 2016 (Riot) e O Som do Amor (Psicotrópico).


Em 2023, Antínoo apresenta sua versões de canções das artistas Marisa Monte e Yoko Ono, explorando em cada uma delas uma vertente diferente de sua identidade musical: a bossa nova e a música eletrônica. Em agosto desse ano, ele lança "Púrpura" o primeiro single de seu segundo álbum de estúdio intitulado "Antínoo Passa o Recado", produzido por Adriano Cintra, ex-integrante do CSS. O álbum explora variados gêneros, tais como samba-reggae, house music, dub, rock e disco.



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